Pedro Passos Coelho

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  • De visita a Valença, Passos Coelho criticou os que não "remaram para o mesmo lado" para ajustar o país e avisou que Portugal ainda terá que enfrentar muitas "restrições". E insistiu na necessidade de um "amplo debate nacional" sobre matérias importantes como a reforma do Estado.

  • Falar em “destruição do Estado” é uma asserção do domínio da comédia, que nenhum número objectivo consegue sustentar. É como queixarmo-nos de um assalto que deixou o cofre mais cheio.

  • 1. Há seguramente mais de uma década que os orçamentos do Estado são feitos de plasticina, prontos a ser moldados de acordo com as conveniências, e não é por aí que o documento esta semana apresentado pelo Governo no Parlamento surpreende. Só que, desta vez, a proposta de orçamento foi mais longe, tornou-se um plano de dissimulação onde tudo se tenta, até a ideia de que nos salvamos de mais impostos. Com melhorias para uns, o assim-assim para outros e agravamentos politicamente correctos (verdes) para todos, o Governo abdicou de ser igual a si mesmo, desistiu de fazer finca-pé na trajectória do défice e tenta agora aparecer aos olhos dos eleitores com o patrono dos seus mais elementares interesses. Depois de anos a vestir a pele do lobo, tenta agora apresentar-se com a manha da raposa. Não cola.