Paleontologia

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  • São quase 80 gavetas cheias de dentes de leite, molares, pré-molares, porções de mandíbula, fragmentos de dedos. Os ossos fossilizados pertenceram a mastodontes e foram sendo desenterrados e guardados à medida que Lisboa foi sendo urbanizada. "Tenho a impressão de que Lisboa foi construída sobre uma jazida paleontológica imensa, vertiginosa, diz-nos o paleontólogo Pascal Tassy, responsável pela conservação da colecção de mamíferos fósseis no Museu Nacional de História Natural de Paris.

  • Já se sabe, há mais de 15 anos, que as penas também embelezaram os dinossauros, mas quase todas essas descobertas têm estado confinadas à China. Agora, três esqueletos com penas, encontrados na província canadiana de Alberta, colmatam algumas lacunas sobre o aparecimento das penas e das asas nas aves. Os dinossauros emplumados acabam pois de chegar ao Canadá, revela a revista Science desta semana.

  • Durante anos, os paleontólogos mantiveram a máxima discrição. Mas agora a sua descoberta é pública: a de um novo tipo de dinossauro, da família dos titanossauros. Trata-se de um animal herbívoro, com cerca de 12 metros de comprimento, que viveu na Terra há 75 milhões de anos.

  • A formação da carapaça das tartarugas tem os contornos de um mistério biológico. Mas um artigo publicado na "Science" comparou o desenvolvimento do embrião de uma espécie de tartaruga com o da galinha e o do ratinho, verificando diferenças na forma como a estrutura óssea e muscular se desenvolvem, e fazendo a ponte com o que se conhece da paleontologia destes répteis.

  • O hino não oficial australiano Waltzing Matilda alastrou a sua influência para a paleontologia, depois de dar nome a dois dinossauros que morreram num billabong – o nome nativo para lagos em forma de U formados a partir de antigos meandros de rio – há 98 milhões de anos. Na Austrália, o billabong está associado a fantasmas e monstros e é uma peça importante no poema de Banjo Patterson. A partir de agora os répteis gigantes fazem parte deste imaginário.

  • A partir de amanhã as pegadas de dinossauros da Pedra da Mua (Cabo Espichel), da Pedreira do Galinha (na Serra de Aire) e de Vale de Meios, terão uma nova vida...digital. Uma equipa de paleontólogos do Instituto Catalão de Paleontologia e da Universidade de Manchester, em colaboração com o Museu Nacional de História Natural vai começar a digitalização das pegadas com o objectivo de conseguir imagens tridimensionais daqueles monumentos paleontológicos.

  • Estão abertas as candidaturas a bolsas da National Geographic Society para candidatos portugueses. Da paleontologia às ciências sociais e à biologia, os candidatos podem contar com a credibilidade e a disponibilidade de recursos da prestigiada instituição para concretizarem um sonho, um projecto ou uma ideia nas mais variadas áreas do conhecimento. Não é preciso ser cientista para se candidatar, tem é de demonstrar a validade científica de um projecto de exploração.