Os fiscais da meia de leite
A nossa vida tem duas metades. Durante a primeira acreditei nos impostos. À ideia de que a ordem natural do mundo contempla os que nasceram para ser pobres e os que nasceram para ser ricos fomos capazes de contrapor a ideia de que isso depende da ação humana no ato de se construir socialmente a si própria. Os impostos eram um instrumento fundamental na possibilidade de combater a desigualdade e dar acesso à cidadania. Várias vezes defendi isto em discussões várias, aguentando com a chacota dos que me chamavam parvo - porque só um parvo podia gostar de pagar impostos.
