História, Nação e Deus

Sobre Portugal se disse muitas vezes que o excesso de História, de uma sobrevalorização de uma visão nacionalista do passado (o Império, as glórias passadas...), constituiria um dos bloqueios à sua democratização. Tivemos de esperar pelo 25 de Abril para ouvir um Presidente português, Costa Gomes, pronunciar na ONU uma frase tão emancipadora como a de que "não mais admitiremos trocar a liberdade de consciência coletiva por sonhos grandiosos de imperialismo estéril", o que serviria para anunciar ao mundo, por fim, a vontade descolonizadora portuguesa, que libertaria, não só os territórios de África, mas também os próprios Portugueses.