cartas à directora

Juízes de fora!

" "(....) porque os naturais da terra teem hi muitos parentes e amigos e outros que com eles hão dividos de conlancia e doutros semelhaveis e alguns com outros hi malquerenças e desamor, ou hão receança deles, por os quais o dereito presume que tão compridamente nom farão dereito come os estranhos(...)" Deste modo justificou D. Afonso IV a criação dos "juízes de fora", certo de que ninguém é bom juíz em causa própria e muito mais de que "santos da casa não fazem milagres". E aqueles tempos bem precisavam deles." In Primeiro Toque, Gil Campos.

Atendendo a que o Governo quer fechar muitos tribunais, mas que a justiça deve ser feita nos locais onde os crimes acontecem, sugiro que se reavive a figura do juiz de fora, para ir ao local julgar o crime verificado. Hodiernamente, em vez de burro, de carroça ou a cavalo, o Governo podia alugar um TIR que transportasse um salão de audiências ou então estabelecer um protocolo com a CP, para mandar construir, não vagões-restaurantes, mas sim vagões-tribunais, que seriam utilizados pelos juízes de fora, ficando estacionados, pelo tempo necessário, na estação mais perto do julgado territorial, onde acontecera o crime.

Deste modo, o Governo podia vender os edifícios dos tribunais, mas a justiça in loco ficaria garantida. Como veem, há sempre uma alternativa! Ao vagão-tribunal podia ser engatado um vagão-cama para o juiz, para escrivão e oficiais de justiça, mais um vagão-cela para casos de prisão preventiva. Seria uma ótima maneira de fazer justiça e conhecer o território! (...)

Silvino Taveira Machado Figueiredo, S. Pedro da Cova

A aristocracia do espaço aéreo

A missão de orientar, regular e fiscalizar o tráfego rodoviário em Portugal, por se tratar de uma função de soberania, está atribuída à GNR. Esta é uma força militarizada. A missão de orientar, regular e fiscalizar o espaço marítimo de Portugal, por se tratar de uma função de soberania, está atribuída à Marinha portuguesa. Esta é uma força militar. Alguém me poderá explicar por que carga de água é que a missão de orientar, regular e fiscalizar o espaço aéreo português, uma missão de soberania, está atribuída a uma casta aristocrática constituída por umas centenas de "dòtores" [que] confortados com os seus vultuosos fundos de greve, decidem fazer chantagem, causando enormíssimos prejuízos (...)?

M. Saraiva Santos, Figueira da Foz

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