Bola de Ouro 2011

Messi outra vez o melhor do mundo

Messi foi eleito o melhor do mundo pelo terceiro ano consecutivo Foto: Albert Gea/Reuters (arquivo)

Pelo terceiro ano consecutivo, o avançado argentino Lionel Messi foi considerado o melhor futebolista mundial um prémio atribuído anualmente pela FIFA e pela “France Football” através de uma votação dos treinadores e capitães das equipas nacionais, cujo resultado foi anunciado nesta segunda-feira, em Zurique.

Depois de ter alcançado esta distinção nos dois anos anteriores, o jogador do Barcelona igualou Michel Platini, até agora o único a conseguir ganhar o prémio três anos seguidos (1983, 1984 e 1985).

Cristiano Ronaldo foi o segundo futebolista mais votado. O português, ausente na gala em Zurique, obteve um total de 21,6 dos votos, enquanto Messi, do FC Barcelona, recebeu 47,88.

O espanhol Xavi, também do FC Barcelona, totalizou 9,23 por cento dos votos de seleccionadores, capitães de equipas nacionais e membros da comunicação social.

O futebolista argentino viveu, de facto, um 2011 mágico com a camisola do Barça, que comandou à conquista da Liga dos Campeões, da Liga espanhola, do Mundial de clubes, da Supertaça Europeia e ainda da Supertaça espanhola. Colectivamente, faltou apenas a Taça do Rei, perdida no prolongamento para o Real Madrid (0-1), sendo que a sua maior frustração veio da Copa América, prova em que não conseguiu "capitanear" a anfitriã Argentina ao título: eliminação na "lotaria", face ao Uruguai, nos quartos de final.

Em termos individuais, Messi marcou 55 golos, em 57 encontros pelo Barcelona (59 em 70, contando com os jogos pela Argentina).

A época do argentino, que na presente temporada leva 31 golos, em 27 encontros, pode também avaliar-se pelos grandes momentos: Messi disse sempre presente, sendo decisivo para os cinco títulos conquistados pelos catalães.

A Liga dos Campeões tem o seu nome escrito, bastando recordar o "bis" face ao Real Madrid, no Bernabéu (2-0), na primeira "mão" das meias-finais, ou o golo, de fora da área, que desbloqueou a final, face ao Manchester United (3-1). No total, marcou 12 golos, em 12 jogos, acabando pela terceira época consecutiva como o melhor marcador da prova - também já lidera em 2011-2012, a par de Mário Gomez (Bayern) -, e foi eleito o melhor jogador da final.

Com naturalidade, Messi conquistou também o prémio de melhor jogador a alinhar na Europa, que a UEFA instituiu pela primeira vez em 2010-2011.

Se foi decisivo na "Champions", o argentino também foi determinante na conquista do Mundial de clubes, ao "bisar" na final (primeiro e último golos), face ao Santos (4-0), sendo eleito o melhor jogador da prova e do jogo decisivo.

Para não variar, Messi também não falhou na outra final internacional disputada: no Mónaco, a abrir a temporada, marcou o primeiro golo e assistiu Cesc para o segundo, na vitória sobre o FC Porto (2-0).

Internamente, não conseguiu decidir a Taça do Rei, mas vingou-se dos "merengues" na Supertaça: marcou um golo no Bernabéu, num empate a dois, e "bisou" no Nou Camp, onde obteve o 3-2 decisivo, aos 88 minutos.

Notícia actualizada às 19h55

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