A Coca Cola Grécia, a maior empresa do país, vai para a Suíça

A Coca Cola Grécia tem um quinto do volume de negócios total da Bolsa de Valores de Atenas LOUISA GOULIAMAKI/AFP

Accionistas estavam desagradados com a carga fiscal grega. Os accionistas garantem que as fábricas da empresa não irão fechar, mas o certo é que o Estado grego já não vai poder contar com os impostos da maior empresa do país.

A Coca Cola Grécia (CCG) atingiu 330 milhões de euros em lucros, após negócios de 6,85 mil milhões de euros. O volume de negócios da CCG equivale a cerca de um quinto do total da Bolsa de Valores de Atenas, que por sua vez atingiu um mínimo histórico dos últimos 20 anos.

Ainda assim, a empresa vai deslocar as suas acções para a Coca Cola HBC AG, da Suíça, garantem os accionistas.

"Esta empresa é [financeiramente] saudável e não quer sofrer com o enorme risco por que passa a Grécia", disse à Reuters um analista, sob a condição de manter o anonimato.

A Reuters refere também que a maioria dos accionistas já tinham aceitado a transferências dos títulos da CCG para a Suíça, e que há já algum tempo se queixavam da carga fiscal grega.

"A bolsa grega vai perder uma empresa muito boa", lamentou à Reuters o analista grego Manos Hatzidakis.

Ainda assim, a empresa garante que as fábricas que detém na Grécia serão mantidas, não levando à perda directa de empregos. Calcula-se, ainda assim, que o maior prejudicado desta jogada será o Estado grego, que deixará de receber o volume de impostos até agora pagos pela empresa.

A Coca Cola Grécia actuava sobretudo como exportadora - cerca de 95% dos seus accionistas e actividades são de fora da Grécia. 23% da filial grega é detida pela Coca-Cola Co., dos Estados Unidos da América.

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