A violência regressou às ruas de Alexandria, a segunda maior cidade do Egipto, onde os apoiantes da Irmandade Muçulmana e os grupos que contestam o Presidente Mohamed Morsi se envolveram em confrontos.
Os incidentes ocorreram logo após as orações matinais de sexta-feira na véspera do derradeiro dia de votação no referendo popular ao rascunho da futura Constituição do país.
A polícia anti-motim, que recebeu ordens para “actuar com determinação” para pôr fim aos distúrbios, começou por formar barreiras para impedir a marcha dos manifestantes e acabou por usar gás lacrimogéneo na tentativa de dispersar uma multidão calculada em cerca de mil pessoas, que responderam atirando pedras. Segundo disse o ministério da Saúde à AFP, os confrontos, que duraram pouco mais que 90 minutos, provocaram 32 feridos.
Citado pela CNN, o jornalista egípcio Abdelrahman Youssef disse que a violência decorreu de mais uma intervenção inflamatória de Sheik Ahmed El-Mahlawi, imã da mesquita de Al-Qaed Ibrahim, que terá encorajado os seus fiéis a demonstrarem na rua o seu apoio pela ordem islamista defendida pelo Presidente Morsi – e contestada pelas facções seculares e liberais que se retiraram do processo de redacção do texto constitucional por considerem que não oferece garantias às mulheres ou às minorias.
A primeira volta do referendo decorreu no fim-de-semana passado, e terminou com uma declaração de vitória do Partido da Justiça e Liberdade, o braço político da irmandade Muçulmana, e com denúncias de irregularidades, fraudes e intimidação de eleitores pela oposição e grupos independentes.
Entretanto, o Presidente Morsi nomeou 90 novos conselheiros para o Shura, um conselho com 270 membros que funciona como câmara alta do Parlamento. Normalmente este conselho não tem autoridade legislativa, mas se a nova Constituição for aprovada, terá a responsabi

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