O secretário-geral da NATO, Anders Rasmussen, disse esta quarta-feira que a organização vai responder com urgência ao pedido de defesa da Turquia. O Governo de Ancara quer mísseis Patriot na sua fronteira com a Síria.
"Os embaixadores vão ainda hoje discutir informalmente o pedido", disse um alto funcionário da NATO à agência Reuters.
Rasmussen, num comunicado (citado pela AFP), disse que uma resposta positiva ao pedido permitiria à Turquia aumentar as defesas na sua fronteira e, também, defender a fronteira sudeste da NATO, uma vez que a Turquia é membro da Aliança Atlântica.
A Síria é um país em guerra. Há mais de 20 meses que as forças do governo (fiéis ao Presidente Bashar al-Assad) defrontam a oposição armada que luta pela queda do regime. Nos últimos meses houve troca de disparos entre sírios e turcos e os governos dois dois países têm reforçado a presença militar (armas e homens) junto à fronteira de 900km.
No final da semana passada, um jornal alemão revelara que o Governo da chanceler Angela Merkel tinha pronto uma bateria do sistema de defesa Patriot (mísseis de intercepção) para enviar para a Turquia, assim como 170 homens que acompanhariam as armas.
Na Síria, as frentes de guerra continuam quase todas activas mas hoje os combates foram especialmente intensos nos arredores de Damasco, a capital do país. A agência noticiosa síria (governamental), a SANA, anunciou que o exército, apoiado por caças MiG, mataram "dezenas" de opositores em Daraya. Na terça-feira ataques idênticos ocorreram noutra zona dos subúrbios de Damasco, Erbeen.

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