Um novo balanço elevou para 714 o número de vítimas mortais do tufão Bopha que, na semana passada, devastou as Filipinas. Porém, o cenário pode vir a piorar , já que cerca de 900 pessoas continuam dadas como desaparecidas, adianta o Conselho Nacional de Desastres das Filipinas.
De acordo com as autoridades locais, o tufão deixou também mais de 1900 pessoas feridas, devido ao deslizamento de terras e inundações que se fizeram sentir sobretudo no Centro e Sul do arquipélago. Os desabamentos e deslizamentos de terras foram a causa da maior parte das mortes. Outras pessoas foram também arrastadas pelas águas, que caíram com grande intensidade, provocando caudais muito rápidos.
A situação no país está de tal forma complicada que, no sábado, o Presidente das Filipinas, Benigno Aquino, declarou o estado de calamidade. No terreno estão elementos da Cruz Vermelha e das Nações Unidas para tentar distribuir alimentos e ajuda médica aos desalojados.
Para travar uma catástrofe ainda maior, os preços dos bens de primeira necessidade foram congelados e os governos locais foram autorizados a utilizar os fundos de calamidade para operações de busca e salvamento, que ainda estão em curso. O tufão deixou ainda cerca de 200 mil a 400 mil pessoas desalojadas. A localidade de New Bataan, na ilha de Mindanau, foi uma das mais atingidas.
As Filipinas são atingidas por uma média de 20 tufões por ano. O Bopha, com um diâmetro de 600 quilómetros, foi o pior de 2012. No ano passado, o tufão Washi, também no início de Dezembro, matou 1200 pessoas. Neste país, a época dos tufões começa em Junho e termina em Novembro.

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