Uma semana depois de ter concluído um acordo milionário no "caso Sofitel Nova Iorque", Dominique Strauss-Kahn sofre um pequeno revés noutro processo judicial com motivações de índole sexual. Um tribunal que tem em mãos um inquérito que envolve alegadas actividades de proxenetismo recusou arquivar o caso.
No inquérito que decorre em França, DSK é suspeito de pertencer a um grupo de nove pessoas que estariam envolvidas na exploração sexual de mulheres.
A decisão judicial desta quarta-feira foi tomada pelo tribunal de Douai, no Norte de França, onde decorre um inquérito conhecido como o "caso Carlton". Em causa está a participação do antigo dirigente do FMI, com prostitutas, em festas privadas de índole sexual num hotel com o mesmo nome, em Lille.
A Justiça francesa indiciou Strauss-Kahn pela alegada prática de proxenetismo. A defesa acredita que será ilibado destas "acusações absurdas de proxenetismo". O advogado Henri Leclerc afirmou ainda a disposição de recorrer até ao Supremo.
A 10 de Dezembro deste ano, DSK (como é chamado segundo as iniciais do nome) fez um acordo que, na prática, o livrou da Justiça americana, que investigou o ex-dirigente do FMI após ter sido acusado de violação por uma empregada do hotel Sofitel de Nova Iorque. A participação cível era a única que ainda corria termos, mas uma indemnização que DSK dará à queixosa selou o arquivamento do caso.

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