Treze jovens mexicanos foram assassinados durante uma festa

O massacre pode estar associado ao tráfico de droga naquela que é uma das mais violentas cidades do mundo Reuters

Um grupo de cerca de vinte homens disparou sobre estudantes que participavam numa festa no México e matou 13 pessoas. O massacre ocorreu em Ciudad Juárez, no Norte do país, uma das cidades mais perigosas do mundo devido à violência ligada aos cartéis da droga.

Os atacantes saíram de sete veículos, entraram na vivenda onde a festa estava a decorrer e dispararam sobre os estudantes que estavam a celebrar a vitória num campeonato local de futebol americano, adiantaram testemunhas citadas pelo diário espanhol "El País". “Os homens estavam bem armados. Entraram na casa e dispararam sobre toda a gente, podíamos ouvir os disparos em todo o lado”, adiantou à Reuters um pessoa que vive junto ao local do massacre.

Os participantes na festa – estaria também a ser celebrado um aniversário – tinham entre 15 e 20 anos e eram quase todos alunos de uma escola técnica do ensino secundário daquela cidade, já junto à fronteira com o estado americano do Texas.

Não são claras as razões que motivaram o ataque, mas sabe-se que várias festas têm sido atacadas na região por pessoas ligadas ao narcotráfico, à procura de membros de grupos rivais. Segundo a polícia mexicana, vários adolescentes e jovens têm estado envolvidos em casos de rapto.

O "El País" refere que o massacre vitimou dois adultos e 11 adolescentes, e pelo menos 16 pessoas ficaram feridas. Os feridos foram transportados em carros particulares para um centro médico nas proximidades e fontes hospitalares adiantaram ao diário espanhol que o estado de alguns dos feridos é grave e que é provável que alguns não sobrevivam.

Na festa estavam cerca de 60 pessoas e uma das vítimas será uma adolescente que tinha testemunhado um homicídio ocorrido há poucos dias na zona de El Campanario, adiantou o diário mexicano "El Universal". Morreram também duas pessoas que nada tinham a ver com a festa, mas que se deslocaram àquele local, de motorizada, para comprar refrescos num quiosque ao lado da casa onde ocorreu o massacre.

Os atacantes usaram os carros para cortar o acesso à rua e vigiar a zona enquanto alguns dos membros dispararam sobre os jovens. Eram cerca de 1h30 locais, 6h30 em Lisboa.

Ciudad Juárez é a mais sangrenta cidade no México, onde vários cartéis lutam pelo controlo do tráfico de droga para os EUA. A violência tem aumentado apesar da forte presença da polícia e do Exército nas ruas em resultado da guerra ao narcotráfico declarada pelo Presidente mexicano Felipe Calderón.

No ano passado morreram em Ciudad Juárez pelo menos 2650 pessoas em resultado da violência ligada aos cartéis, mais de um terço dos 7700 assassínios que houve em todo o país.

Em alguns dos piores ataques dos últimos tempos os alvos foram clínicas de reabilitação. Dois violentos confrontos que ocorreram em Setembro causaram a morte de 28 pessoas, sobretudo jovens. Nas ruas estão mais de 45 mil militares para combater os cartéis da droga, mas a situação é muito violenta neste estado mexicano de Chiuahua, onde a guerra do narcotráfico opõe o cartel de Juárez, liderado por Vicente Carrillo, ao cartel de Sinaloa, de Joaquín Guzman.

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