Os adeptos da marijuana reúnem-se anualmente em Denver para um festival de celebração desta droga, o 4/20. Neste sábado, na primeira edição desde a legalização da marijuana para fins recreativos no Colorado, a festa acabou com as dezenas de milhares de pessoas a fugir. Isto depois de terem sido disparados cerca de dez tiros na zona, que fizeram três feridos.
Os disparos aconteceram perto das 17h locais, perto do Teatro Grego. O Denver Post, que ouviu várias testemunhas, dá conta de uma dezena de tiros. Um homem foi atingido numa perna e na anca. Ficou no chão, junto ao teatro, a sangrar com abundância. Os populares que o socorreram tiveram de usar um conto como torniquete para estancar o sangue.
Uma mulher, ferida na anca por um dos disparos, conseguiu atravessar a avenida, a West 14th, até encontrar os agentes da polícia que a assistiram. Foram ambos conduzidos ao hospital, em estado considerado grave mas não corriam risco de vida. Há ainda uma terceira vítima, um jovem que se deslocou ao hospital pelos seus próprios meios. Tinha sido atingido de raspão.
Os motivos do tiroteio são desconhecidos. As autoridades estão à procura de dois suspeitos e apelaram à colaboração da população – esperando que alguém tenha visto quem estava a atirar. “Esperamos que a polícia de Denver apanhe o culpado”, afirmou o organizador do festival, Miguel Lopez, citado pelo Denver Post. “Toda a cidade de Denver é uma vítima.”
O Colorado foi o primeiro estado norte-americano a legalizar o consumo da marijuana, em Novembro do ano passado. Noutros estados, este psicotrópico é apenas permitido para fins terapêuticos. Para celebrar este marco “dezenas de milhares” de pessoas encheram, segundo o mesmo jornal, a praça que se estende à frente do Teatro Grego.
Vinte minutos antes do tiroteio, por volta das 16h20, tinha-se registado a maior nuvem de fumo de marijuana alguma vez produzido por uma multidão. “Isto é ao que cheira a liberdade”, gritou então o advogado Rob Corry, refere a mesma fonte. “Estão a pisar uma das terras mais livres no mundo.” Pouco depois ouviram-se os tiros que obrigaram a cancelar o segundo dia do 4/20.

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