Timochenko formalmente acusada de desvio de fundos públicos

Iulia Timochenko Konstantin Chernichkin/Reuters

A antiga primeira-ministra ucraniana e “musa” da pró-ocidental Revolução Laranja Iulia Timochenko foi hoje formalmente acusada de desvio de fundos públicos, revelou a porta-voz da agora líder da oposição na Ucrânia.

Timochenko fora judicialmente obrigada a permanecer em Kiev desde a quarta-feira passada, após a abertura formal do processo em que é suspeita de ter desviado ilegalmente financiamentos destinados a projectos ambientais para fundos de pensões, quando era chefe do Governo (2007-2010).

Segundo a procuradoria-geral, a antiga primeira-ministra desviou ganhos estimados em 425 milhões de dólares obtidos em pagamentos feitos por empresas pela emissão de gases, ao abrigo do acordo de Quioto e que devem forçosamente ser usados para projectos de combate ao aquecimento global. Timochenko terá porém usado aquele dinheiro para reforçar fundos de pensões, em 2009, quando o país enfrentava um défice orçamental de mais de 221 milhões de dólares.

Na semana passada, Timochenko denunciara as suspeitas da procuradoria-geral como uma “tentativa” para a “intimidar” politicamente. “Continua o terrorismo contra a oposição”, criticou então, confirmando desde logo que fora chamada a nova ronda de interrogatório para hoje.

Timochenko é igualmente visada numa outra investigação “pré-judicial”, reaberta pela procuradoria-geral em Maio passado, na qual é suspeita de ter tentado subornar juízes do Supremo Tribunal. Este caso foi originalmente aberto em 2004 e suspenso em Janeiro de 2005, sem o inquérito chegar a termo, logo após a Revolução Laranja que a fez – e ao ex-Presidente Victor Iuschenko – ascender ao poder.

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