Terminaram as missões de segurança internacionais em Timor

Os australianos estão a regressar a casa e o último contingente português, ao serviço da ONU, também já começou a chegar a Portugal

Os australianos chegaram em 2006 William WEST/AFP

As últimas tropas da Força Internacional de Estabilização em Timor começaram hoje a saír do país. Apesar de só em Abril a operação "regresso a casa" estar concluída, o general David Hurley disse que a missão acabou.

"A Força Internacional de Estabilização termina a operação de segurança e começou o envio de equipamentos e de pesosas para a Austrália e para a Nova Zelândia", disse Hurley. A missão era comandada pela Austrália, sendo a maioria dos 400 militares que ainda se encontravam em Timor deste país.

"Durante mais de seis anos garantimos a segurança a este nosso vizinho e amigo", disse o general, citado pela estação de televisão abc. Em 2006, as forças australianas chegaram a Timor para ajudar a restaurar a ordem depois de um motim ter dividido as recém formadas Forças Armadas do país. O contingente internacional chegou a ter mil elementos

A retirada australiana coincide com o fim da missão de manutenção de paz das Nações Unidas que deu apoio e treino à polícia timorense.

Numa cerimónia na quarta-feira à noite em Dilí, a capital, o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, agradeceu aos australianos a ajuda na criação de estabilidade. Depois, foram lembrados os momentos bem sucedidos da História recentes de Timor: eleições gerais, formação de governos, aniversário dos dez anos da independência.

Um pequeno grupo de militares australianos, já em missão fora da Força de Estabilização, ficará em Timor para continuar a prestar formação às forças policiais e militares. Xanana disse que a saída das tropas estrangeiras marcam uma "nova etapa" para Timor que será, a partir de agora, responsável pela sua própria segurança.

Na terça-feira terminou também a missão de seis anos da GNR (Guarda Nacional Repúblicana) em Timor, tendo o primeiro grupo do último contigente chegado na quarta-feira a Lisboa, diz a agência Lusa.

"A formação de agentes tem sido bem acolhida, [a polícia timorense] respeita a GNR pelo trabalho desenvolvido", disse o tenente Hélder Garção, explicando que a acção dos portugueses foi, de início, "muito firme ao nível operacional", passando depois a implicar também trabalho humanitário.

Entre 2006 e 2012 — diz a Lusa — passaram por Timor-Leste treze contingentes da GNR, com um total de 1754 militares, enquadrados na missão das Nações Unidas. O segundo grupo do último contingente, que foi comandando pelo capitão Jorge Barradas, chega amanhã.

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