Suu Kyi pede investimento estrangeiro para a Birmânia

Líder da oposição ao falar perante a Organização Internacional do Trabalho Valentin Flauraud/Reuters

Aung San Suu Kyi, a histórica líder da oposição birmanesa, pisou solo europeu pela primeira vez em 22 anos, e no primeiro dia do seu périplo pela Europa lançou um apelo aos investimentos estrangeiros que favoreçam o desenvolvimento democrático do seu país.

Suu Kyi falava na Conferência Internacional do Trabalho das Nações Unidas perante uma plateia que esperava dela um discurso sobre o trabalho forçado na Birmânia. Só que a líder da oposição optou por pedir mais investimento para uma país pobre e isolado, que está em pleno processo de transformação política.

“É um pedido urgente da minha parte”, disse Suu Kyi aos cerca de 4000 delegados da conferência que lhe deram uma enorme ovação à chegada à sede da Organização Internacional do Trabalho. Empresas como a petrolífera francesa Total e a americana Chevron, acusadas no passado de ligações perigosas com a junta militar que governou o pais até 2011, são agora bem-vindas, disse Suu Kyi.

A líder da Liga para a Democracia também pediu apoios para os jovens do seu país. “Jovens sem emprego perdem toda a confiança na sociedade que falhou em dar-lhes uma oportunidade”. Suu Kyi considera que “uma política de desenvolvimento baseada na democracia, acompanhada por reformas sociais, económicas e políticas vai colocar a Birmânia no caminho do sucesso”.

Nas próximas duas semanas, Suu Kyi vai à Noruega (receber o seu Nobel de Paz), Reino Unido, Irlanda e França.

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