Mercado histórico da cidade síria de Alepo em chamas

O mercado de Alepo está na lista do Património Mundial da UNESCO Fabian Bimme/Reuters

Na luta entre rebeldes e forças do Presidente Bashar al-Assad pela cidade de Alepo, a segunda maior do país, o mercado histórico local (souq), de centenas de lojas centenárias em ruas labirínticas, estava este sábado em chamas. É mais um local declarado património Mundial da UNESCO afectado pelo conflito.

Segundo activistas – os meios de comunicação social internacionais não têm hipótese de verificar de modo independente já que o regime não permite a sua entrada no país – havia centenas de lojas a arder enquanto a luta pela cidade de 2,5 milhões de habitantes continuava entre os opositores de Bashar al-Assad e as forças do Presidente.

O souq era, antes do conflito, uma grande atracção turística, com as suas ruelas de pedra e madeira trabalhada.

A UNESCO diz que vários outros locais na sua lista de património terão sido afectados, como a antiga cidade de Palmira ou partes da Cidade Velha de Damasco.

Em relação a Alepo, um grupo da oposição, o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, com sede em Londres, afirmou que rebeldes e militares se culpam mutuamente pelo início do incêndio.

Fortes combates decorriam ainda perto de Bab Antakya, um portão de pedra para a Cidade Velha de Alepo. Ainda segundo o Observatório, ninguém parecia ter vantagem nestes fortes combates.

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