O Iraque está a braços com uma nova vaga de violência que fez pelo menos 66 mortos desde domingo à noite. Onze atentados mataram pelo menos 42 pessoas em Bagdad e Bassorá, esta segunda-feira, e 24 polícias foram mortos no domingo, segundo fontes médicas e das forças de segurança citadas pelas agências noticiosas.
Em zonas de maioria xiita de Bagdad explodiram oito carros-bomba em paragens de autocarro e mercados que fizeram pelo menos 25 mortos. Em Bassorá, predominantemente xiita, a 420 quilómetros a sudeste da capital iraquiana, duas explosões causam a morte de pelo menos 14 pessoas, segundo a Reuters. Uma ocorreu junto a um movimento mercado e zona de restaurantes, a segunda no interior de um terminal rodoviário.
Em Samarra, mais de 100 quilómetros a norte de Bagdad, outra deflagração causou a morte de três pessoas.
O número total de feridos nas três cidades é de 175, segundo um balanço da polícia divulgado pela BBC.
Dezenas de pessoas ficaram feridas também nos atentados nas duas cidades, que não foram de imediato reivindicados.
Em Anbar, segundo fontes da AFP, foram mortos 12 polícias numa operação para libertar elementos das forças de segurança que tinham sido sequestrados por homens armados no sábado, numa estrada que liga o Iraque à Jordânia. Outros 12 polícias foram mortos em ataques a dois postos da polícia em Haditha, a nordesde de Bagdad.
A violência sectária regressou em força ao Iraque. Nas últimas semanas, os atentados multiplicaram-se no Iraque atingindo os níveis mais elevados desde a retirada das tropas dos Estados Unidos, em Dezembro de 2011.
Desde o início de 2013, a violência fez em média mais de 200 mortos por mês, com um pico em Abril, quando, segundo os registos da AFP morreram 460 pessoas. O balanço das Nações Unidas sobre vítimas mortais naquele mês é mais elevado: mais de 700 pessoas, o número mais alto em quase cinco anos.

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