Pelo menos seis pessoas, entre elas soldados, morreram nesta terça-feira num atentado suicida na capital da Somália, Mogadíscio. O ataque ocorreu em frente ao gabinete do primeiro-ministro, Abdi Farah Shirdon Said, que escapou ileso.
O primeiro-ministro “estava no seu gabinete no momento do ataque, mas não está ferido, o ataque ocorreu no exterior do edifício”, disse um responsável do gabinete à AFP, sob anonimato.
“O bombista estava sentado junto a uma das paredes e fez-se explodir no meio de um grupo de agentes das forças de segurança”, contou um responsável militar somali, Abdukadir Ali, que estava por perto quando ocorreu o ataque. “Vi os cadáveres de seis pessoas e muitos outros ficaram feridos”, acrescentou, descrevendo o cenário: “caos, fumo” e pedaços de “carne humana”.
Outro homem que assistiu a tudo, Mohamed Hussein, disse à AFP que viu “vários soldados mortos e outros feridos”, que foram levados para um hospital.
No último ano e meio Mogadísicio tem vivido numa calma relativa, graças à expulsão das milícias Shabab pelo Exército somali com o apoio de uma força da União Africana, em Agosto de 2011.
Acabaram os combates na cidade, mas as operações de guerrilha, os atentados com carros armadilhados e os ataques suicidas atingem agora com frequência a capital da Somália, considerada uma das mais perigosas do mundo.
Ainda em Dezembro, a explosão de um carro armadilhado numa das principais ruas da cidade fez três mortos e uma dezena de feridos. E no mês anterior, um duplo atentado num restaurante fez vários feridos.

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