São Tomé e Príncipe tem novo primeiro-ministro

Gabriel Costa, que era bastonário da Ordem dos Advogados, foi o nome proposto pelo segundo partido mais votado em 2010. Volta ao cargo que ocupou em 2002. Sucede a Patrice Trovoada

Gabriel Costa sucede a Patrice Trovoada (na foto), responsabilizado pela crise política PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP

São Tomé e Príncipe tem um novo primeiro-ministro: Gabriel Costa. O seu nome foi indicado pelo segundo partido mais votado nas eleições de 2010, o MLSTP/PSD (Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata) e aceite pelo Presidente da República, Pinto da Costa.

Gabriel Costa, que quarta-feira completa 58 anos, já foi primeiro-ministro, em 2002, durante alguns meses, num governo de coligação. Era, até à indigitação, bastonário da Ordem dos Advogados. Entre 2000 e 2002 foi embaixador em Lisboa.

A escolha, anunciada pela Presidência da República, tem também o apoio do PCD (Partido da Convergência Democrática) e do MDFM–PL (Movimento Democrático Força da Mudança), os outros dois partidos que se opunham ao anterior governo, liderado por Patrice Trovoada, da Acção Democrática Independente (ADI), vencedora das eleições de há dois anos.

Deputado do MLSTP após a independência em 1975, Gabriel Costa afastou-se mais tarde do partido. Em 1992 foi um dos fundadores da ADI, de que também se veio a demarcar. Fundou depois a União dos Democratas para a Cidadania e Desenvolvimento (UDD), uma formação sem representação parlamentar. É considerado um moderado.

A crise política em São Tomé começou a 28 de Novembro, com a aprovação, pelos 29 deputados eleitos pela oposição em 2010, de uma moção de censura ao Governo minoritário da ADI. Os 26 parlamentares do partido do Governo não participaram na votação. O MLSTP/PSD tem21 parlamentares. O PCD conseguiu sete e o MDFM-PL tem um único representante.

O MLSTP/PSD tinha sido convidado no domingo para formar Governo, depois de a ADI – que reclama eleições – ter insistido no nome de Patrice Trovoada,  seu líder e primeiro-ministro cessante, para chefiar um executivo.

Numa comunicação ao país, na noite de segunda-feira, o Presidente da República responsabilizou Trovoada pela crise política e acusou-o de ter agido com “fins meramente políticos e interesses partidários”.  Se houvesse agora eleições “passados alguns meses o país estaria na mesma situação”, disse.

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