Republicanos nomeiam Paul Ryan como candidato vice-presidencial num dia de ataques a Obama

O jovem congressista do Wisconsin falava na convenção republicana em Tampa Foto: Eric Thayer/Reuters

Depois de aceitar formalmente a sua nomeação como candidato vice-presidencial na quarta-feira à noite, Paul Ryan fez um discurso em que atacou a presidência de Obama e garantiu que se Mitt Romney e ele forem eleitos irão “resolver os problemas económicos” dos Estados Unidos.

O discurso deste jovem congressista do Wisconsin na convenção republicana em Tampa, na Florida, encerrou um dia em que os oradores – incluindo o candidato presidencial republicano de 2008 John McCain e a ex-secretária de Estado de George Bush, Condoleezza Rice, – condenaram duramente os últimos quatro anos do governo de Obama.

A expectativa era alta quando Ryan, o novo poster boy dos republicanos, entrou no palco para falar pela primeira vez ao país como candidato vice-presidencial. É certo que estava numa zona confortável – os conservadores do seu partido adoram-no e não se esperava menos do que uma recepção retumbante – mas também é verdade que a América ainda está a ser apresentada a Ryan e é demasiado cedo para dizer se gosta do que vê.

Paul Ryan não é Sarah Palin, a governadora do Alasca que electrizou a campanha eleitoral de 2008 ao ser escolhida como número dois de John McCain. Tido como um “homem de ideias” entre os republicanos, Ryan é conhecido por defender políticas e princípios económicos que há poucos anos eram anátema para o seu partido por serem politicamente arriscados – como a reforma da Segurança Social e a semi-privatização do Medicare, o programa de cuidados de saúde para idosos subsidiado pelo Governo.

Na noite de quarta-feira, ele garantiu que não quer extinguir o Medicare e acusou Obama de querer cortar 700 mil milhões do programa. E prometeu que Romney e ele iriam eliminar a reforma aprovada em 2010 que alarga o acesso a cuidados de saúde a todos os americanos.

“A América precisa de uma viragem e o homem que pode fazê-lo é Mitt Romney”, disse sobre o candidato republicano à Casa Branca, notando que “a sua vida inteira preparou-o para isto”. Sobre a campanha de Obama, afirmou que nunca viu “adversários tão calados” sobre o trabalho que fizeram e “tão desesperados para reter o poder”.

Antes, John McCain e Condoleezza Rice atacaram a condução de Obama da diplomacia internacional. O senador do Arizona, um veterano do Vietname, acusou o seu antigo rival político de não ser “fiel aos valores” americanos e de ter decepcionado os aliados dos Estados Unidos e fortalecido os seus inimigos. Condoleezza Rice ecoou a ideia de que Obama enfraqueceu a posição da América no mundo. “Não podemos ter relutância em liderar – e não podemos liderar a partir da retaguarda”, disse.

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