Alinhada em filas ordenadas, uma multidão de aprumados militares e civis celebrou nesta sexta-feira, em Pyongyang, o recente lançamento de um foguetão – ou míssil – pela Coreia do Norte.
Muitos milhares de pessoas aplaudiram na Praça Kim Il-sung, sob baixas temperaturas, os discursos de altos responsáveis do Exército, do partido único e do Governo, que elogiaram os méritos do líder do regime, Kim Jong-un.
O lançamento, na quarta-feira, foi um êxito “graças à lealdade, à coragem e à sabedoria sem limite do Grande Marechal Kim Jong-un”, disse Jang Chol, presidente da Academia das Ciências. “Sob a liderança do grande Kim Jong-un, estamos a realizar uma tarefa sagrada de modo a construir uma forte e próspera nação”, disse Kim Ki-nam, membro do politburo do partido.
Condenado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, o lançamento, foi apresentado pela Coreia do Norte como um avanço para a tecnologia e economia do país. Os Estados Unidos consideram que o objecto lançado para o espaço é um míssil balístico encapotado.
Kim Jong-un, que assumiu o poder há um ano, após a morte do pai, Kim Jong-il, já disse que tenciona fazer novos lançamentos, apesar da condenação da generalidade da comunidade internacional e das Nações Unidas e da possibilidade de novas sanções contra o país.
O líder defendeu a necessidade de “lançar satélites no futuro […] para desenvolver a ciência, a tecnologia e a economia do país”, segundo um comunicado da agência oficial KCNA.
O ministério sul-coreano da Defesa anunciou entretanto que recuperou, através da Marinha, destroços do foguetão – ou míssil – para determinar o grau de conhecimento tecnológico do vizinho do Norte. O material recuperado “deverá dar informações importantes para determinar a capacidade da Coreia do Norte”, disse um porta-voz governamental, citado pela AFP.
Será, segundo as informações divulgadas, um reservatório com o nome de Unha-3, designação do foguetão. As investigações serão feitas por uma equipa de especialistas civis e militares e peritos norte-americanos em tecnologia soviética.
O primeiro andar do Unha-3 terá caído no mar, ao largo da península coreana. O segundo a leste das Filipinas.
Antes de um anterior lançamento fracassado, em Abril, a Coreia do Norte preveniu o Japão e a Coreia do Sul que qualquer tentativa de recuperação de destroços seria considerada um “acto de guerra”. Desta vez não fez qualquer declaração do género.

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