Quem defende o "sim" e quem defende o "não"

A campanha para o referendo de domigo já está nas ruas.

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Cartaz da campanha do "não" Louisa Gouliamaki/AFP

Partidários do “sim”

Os partidos pró-europeus. Os conservadores da Nova Democracia, os socialistas do Pasok e os liberais do To Potami estão a fazer campanha pelo sim a um acordo com os credores. Conservadores e socialistas disseram que iam fazer uma frente comum mas o To Potami, pequeno partido que emergiu nas últimas eleições, tenta distanciar-se dos dois partidos do bloco central por considerar que eles fazem parte do “antigo regime” clientelista e corrupto.

O Movimento de Socialistas Democráticos, conhecido apenas como “O Movimento” (To Kinima), fundado pelo ex-primeiro-ministro George Papandreou antes das legislativas de Janeiro (não conseguiu eleger nenhum deputado), para quem uma vitória do “não” seria “uma catástrofe”.

O patronato Os empresários, incluindo os do importante sector do turismo, defendem um acordo urgente com os credores para evitar a incerteza económica.

Os agricultores. As federações de agricultores (as zonas rurais são um tradicional feudo dos conservadores) já pediram um voto no “sim” no referendo e estão activamente a fazer campanha.

Comité de apoio ao “sim”. Meia centena de entidades empresariais e sociais formaram uma plataforma de apoio ao “sim”.

Partidários do “não”

O governo. O executivo em bloco, apesar das suas diferenças internas entre as várias sensibilidades do Syriza e entre o partido de Alexis Tsipras e o seu parceiro de coligação, os Gregos Independentes (nacionalistas de direita).

O Syriza. O partido de esquerda radical que está no governo apoia o “não” e está em força na rua a fazer campanha. Para isso conta com o apoio de vários sindicatos.

A extrema-esquerda. Destes movimentos radicais, que não estão representados no parlamento, o maior e mais activo é o Antarsya.

Gregos Independentes. No ANEL, o partido mais pequeno da coligação, já houve algumas deserções para o lado do “sim” mas a maioria dos seus membros e deputadas está firmemente empenhada na vitória do “não”, opondo-se aos resgates e às políticas de austeridade.

E os outros?

O Partido Comunista da Grécia O KKE propôs, no sábado passado, o seu próprio referendo, que não foi aprovado. Votou contra a convocatória do governo e apelou ao voto nulo.

Aurora Dourada O partido neonazi aprovou a convocatória do referendo ao lado dos deputados do Syriza e do ANEL, e declarou que votaria "não" no referendo, mas parece não estar a fazer campanha activamente.

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