Quatro homens condenados no Egipto por homossexualidade

Um tribunal do Cairo, no Egipto, condenou quatro homens a penas de prisão até oito anos por terem cometido crimes de homossexualidade.

Três dos homens foram condenados a oito anos de prisão, enquanto que o quarto foi sentenciado a três anos de prisão com trabalhos forçados, diz a BBC.

Os homens foram acusados de homossexualidade e de terem organizado uma festa onde se praticou o “deboche”, segundo o tribunal. A lei egípcia não proíbe a homossexualidade, mas criminaliza o “deboche”. Porém, neste caso, o Ministério Público acusou-os de "práticas homossexuais " e, na queixa, descreve que um dos homens alugou um apartamento em  Nasr City , um subúrbio do Cairo , onde os homens se encontraram  vestidos de mulheres.

Esta decisão por parte das entidades egípcias causou uma onda de choque nos activistas de direitos humanos, em especial A Human Rights First, que em comunicado citado pela BBC alerta para o facto de “o Egipto ser um estado determinante na Região Árabe e o que acontece no Egipto define uma tendência para todo o mundo árabe”.

A homossexualidade é pouco aceite pela sociedade egípcia, como demonstra um estudo realizado pelo Pew Research Center americano, que constatou que apenas 3% da população defende que “a sociedade deve aceitar a homossexualidade”.

O mais recente caso de um julgamento de um grupo acusado de práticas ligadas à homossexualidade  foi em 2001, quando  52 homens foram acusados de actos homossexuais e 23 destes condenados a penas de prisão e a trabalhos forçados.

 

 

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