John Mahama, Presidente em exercício do Gana, foi declarado vencedor das eleições. Mas a oposição rejeita os resultados e reclama a vitória do seu candidato.
O Gana tem sido um exemplo de estabilidade e democracia, com alternância entre as duas principais forças políticas desde a introdução do multipartidarismo, em 1992. O país vive uma fase de crescimento económico alimentada pela produção petrolífera.
A comissão eleitoral anunciou na noite de domingo que Mahama obteve 50,70% dos votos contra 47,74% do principal adversário, Nana Akufo-Addo.
Mahama, 54 anos, ascendeu à chefia do Estado em Julho deste ano após a morte de John Atta Mills, de que era vice-Presidente. Recebeu o apoio do NDC (Congresso Nacional Democrático), no poder. Nana Akufo-Addo, 68 anos, filho de um antigo Presidente, concorreu pela segunda vez, depois de ter perdido em 2008, por menos de um por cento.
Participaram na eleição oito candidatos. Para que não fosse necessária uma segunda volta, era preciso que o concorrente mais votado obtivesse mais de metade dos votos expressos.
A taxa de participação nas eleições gerais, realizadas na sexta-feira e no sábado – decorreram em paralelo as presidenciais e as legislativas – foi de mais de 79%, segundo a comissão eleitoral.
Mahama pediu aos responsáveis políticos para “respeitarem a vontade do povo”. “A voz do povo é a voz de Deus”, acrescentou. O NPP (Novo Partido Patriótico), de Nana Akufo-Addo, declarou que os resultados “obviamente não reflectem a maioria exigida”.
Observadores de diferentes organizações internacionais consideraram o escrutínio pacífico e transparente. Mas ainda antes de conhecidos os resultados a oposição denunciou fraudes. “Temos provas concretas para demonstrar que a eleição presidencial de 2012 foi ganha pelo nosso candidato”, declarou o NPP, num comunicado.
Após esta declaração, cerca de 300 manifestantes que se concentraram frente à sede da comissão eleitoral foram dispersados pelas forças de segurança, com gás lacrimogéneo. O NPP pediu aos seus apoiantes para permanecerem calmos.
O país tem 34 milhões e habitantes. Exportador de cacau e ouro, iniciou em 2010 uma promissora exploração de petróleo.

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