Polícia francesa deteve suspeito de ataque a soldado

Fontes da investigação dizem que é adepto do “Islão tradicionalista". Ministério do Interior aconselha prudência.

Chegada do suspeito às instalações da polícia ERIC FEFERBERG/AFP

A polícia francesa deteve um homem de 22 anos, suspeito da agressão a um militar, no sábado, na zona de La Défense, em Paris – informou o Ministério do Interior.

A detenção ocorreu na manhã desta quarta-feira em Verrière, na zona de Yvelines, 45 quilómetros a sudoeste de Paris.

O comunicado do ministério indica que a investigação deverá determinar as “motivações do jovem”. Fontes da investigação não identificadas disseram à AFP que o detido é adepto do “Islão tradicionalista, mesmo radical, há três ou quatro anos”, mas aconselharam prudência sobre as motivações do agressor até que a investigação seja concluída. 

Está prevista uma conferência de imprensa para o final da manhã desta quarta-feira.

No sábado, o soldado Cédric Cordiez, 23 anos, foi atacado com um x-acto e ferido no pescoço durante uma acção de patrulhamento no âmbito do programa Vigipirate, o sistema de alerta de segurança nacional francês. Foi assistido no hospital militar de Percy, em Clamart, onde teve alta na segunda-feira, mas permanece de baixa em casa.

A agressão aconteceu num local onde se encontram várias câmaras de vigilância o que poderá ter ajudado a localizar o suspeito. Um saco abandonado pelo agressor, com uma arma branca e uma lata de bebida, terá sido determinante para a identificação do homem, devido aos vestígios de ADN encontrados, noticiou o diário Le Monde

O detido estava até agora referenciado pela polícia como autor de pequenos delitos, designadamente roubo, disse fonte policial citada pela AFP.

As autoridades estão a tratar o caso como um acto de terrorismo. "Quiserem matar um militar por ele ser militar", comentou o ministro da Defesa, Jean-Yves Le Drian, logo no sábado. No domingo, o ministro do Interior, Manuel Valls, disse haver “indícios” que faziam pensar que podia tratar-se de um ataque terrorista”, mas aconselhou também prudência nas comparações – uma alusão ao ataque mortal, dias antes, a um soldado britânico em Londres.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

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