Polícia envolvido na morte de emigrante português suspeito de homicídio involuntário

O Ministério Público deverá questionar o agente em causa no final da semana. Caso terá originado os motins da última semana nos subúrbios de Estocolmo.

O advogado já fez saber o que o agente nega as acusações JONATHAN NACKSTRAND/AFP

Um dos polícias suecos envolvidos na morte de um emigrante português num subúrbio de Estocolmo poderá ser acusado de homicídio involuntário pelo Ministério Público do país.

O anúncio oficial foi feito pelo procurador da unidade que investiga crimes cometidos pela polícia, Hakan Roswall, em declarações à estação SVT. O advogado do agente em causa (cuja identidade é desconhecida), Johan Eriksson, já fez saber que o seu cliente nega todas as acusações e que deverá ser questionado no final da semana.

O caso ocorreu no dia 13 de Maio em Husby, um subúrbio de Estocolmo onde 80% da população é constituída por imigrantes e onde a taxa de desemprego é muito superior à média nacional. O homem baleado pela polícia era um emigrante português chamado Lenine Relvas-Martins, que foi para a Suécia em 1975

 A identidade do homem foi confirmada ao PÚBLICO pelo secretário de Estado das Comunidades, José Cesário: "Era luso-sueco, terá obtido dupla nacionalidade, pelo que a Suécia o trata com um seu nacional. Mas nasceu em Alcains, freguesia de Outeiro, distrito de Castelo Branco." Tinha 68 anos e estava casado com uma finlandesa.

A sua morte é considerada a causa directa do início dos motins da última semana nos arredores de Estocolmo.

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