Um navio de cruzeiro italiano com mais de 4 mil pessoas, entre as quais 11 portugueses, encalhou ontem à noite ao largo da costa ocidental da Itália, junto da pequena ilha de Giglio, arquipélago da Toscânia, distrito de Grosseto, província da Toscânia. Morreram três pessoas e há cerca de 40 que ainda não responderam à chamada das autoridades.
A embarcação tinha estado atracada no porto da localidade de Civitavecchia e dirigia-se para o porto de Savona, no norte da Itália. A ilha de Giglio fica a 27 quilómetros da costa italiana.
Um casal de portugueses residente na Suíça sofreu ferimentos ligeiros, disse à Lusa fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros. De acordo com a mesma fonte, não há informação de qualquer vítima mortal portuguesa e a embaixada de Portugal em Roma tem estado a acompanhar a situação desde manhã.
As três pessoas cuja morte já foi confirmada pelas autoridades locais são dois turistas franceses e um membro da tripulação peruano, avança a agência italiana Ansa. Os corpos foram transportados para a morgue de Orbetello, localidade da costa toscana, e as autoridades já autorizaram as autópsias. No total, foram contabilizados ainda cerca de 40 feridos, entre os quais dois em estado grave.
Equipas de salvamento correram para o navio, que não chegou a afundar completamente, ficando virado, uma parte fora de água, uma parte dentro. Algumas pessoas saltaram para fora do barco e tentaram nadar até à costa, que estava a algumas centenas de metros. Cerca de outras 50 pessoas ficaram encurraladas no navio, mas foram salvas por helicópteros.
Na base de dados do armador do cruzeiro Costa Concordia ainda faltam cerca de 70 pessoas que não responderam à chamada, mas o autarca local, Giuseppe Linari, disse que estas podem ainda estar na ilha de Giglio, que integra o arquipélago da Toscânia, na costa ocidental de Itália.
Do total de 4234 passageiros e membros da tripulação, incluindo 52 crianças dos zero aos seis anos, "encontramos até ao momento 4165, o que dá uma diferenca de cerca de 70 pessoas, mas estamos à procura delas praticamente porta a porta na ilha de Giglio", disse Linari.
Junto ao navio cruzeiro, cerca de 40 homens participavam nas buscas com helicópteros e barcos, mas o navio estava tão inclinado que não era possível usar estes barcos. Uma equipa de mergulhadores entrou no navio a fim de verificar se havia pessoas dentro. “Não podemos excluir a possibilidade de haver mais mortos. É difícil porque o barco era enorme”, disse o porta-voz dos serviços de emergência, Luca Cari, acrescentando que os três desaparecidos estariam, provavelmente, mortos. Os corpos dos três mortos confirmados tinham já sido retirados da água.
Tudo começou à hora do jantar. “Estávamos sentados a comer quando ouvimos este barulho. Penso que atingimos uma rocha. Houve pânico, mesas viradas, copos a voar por todo o lado”, contou uma passageira, Maria Parmegiano Alfonsi, à estação de televisão Sky Italia.
O Conselho Europeu de Cruzeiros divulgou uma lista de números de telefone através dos quais os familiares dos passageiros ou tripulantes do Costa Concordia podem obter informações. Para Portugal o número é +34914185951.
Notícia actualizada às 23h42

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