PC chinês pede cursos de ideologia política para professores universitários

"Uma minoria de professores jovens têm convicções políticas vagas e confusas", lê-se no site do Ministério da Educação chinês.

Os jovens professores vão estudar Mao e Deng AFP

O Partido Comunista pediu ao governo o melhoramento e intensificação dos cursos de ideologia política dados aos professores mais jovens do ensino superior, de forma a melhor assegurar a sua fidelidade, anunciou em comunicado o Ministério da Educação da China.

Os comités do partido que supervisionam a educação superior "devem dar a maior importância ao trabalho ideológico e político com os jovens professores", diz um documento oficial publicado esta semana no site do Ministério da Educação.

O texto diz que é preciso "insistir na necessidade de estudar as teorias políticas" e de "reforçar a educação ideológica dos jovens professores". O relançamento destes cursos de educação política é geralmente sinónimo de que o governo quer garantir que tem o pleno controlo sobre o que se passa nas universidades.

Um responsável não identificado no site do Ministério é citado a dizer que há "uma minoria de professores jovens cujas convicções políticas são vagas e confusas". "As palavras e os actos de certos professores não podem servir de exemplo aos outros".

O Partido Comunista Chinês mantém um estricto controlo sobre o mundo universitário, nomeadamente através de nomeações para postos estratégicos nas universidades. Estas nomeações são decididas pelos poderosos departamentos da organização do partido único da China.

Os cursos de formação ideológicas consistem normalemnte no estudo das obras de Mao Zedong, Deng Xiaoping e do manual de história oficial do partido.
 
 
 

 
 
 
 

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