O dinheiro “tem de servir, não de mandar”, declarou nesta quinta-feira o Papa Francisco, no seu primeiro grande discurso sobre a crise financeira.
O Papa apelou aos líderes mundiais que acabem com o “culto do dinheiro”, que levem a cabo urgentemente “reformas financeiras éticas”. Notando que a vida se tornou mais difícil independemente do grau de riqueza dos países, pediu ainda que os líderes façam mais pelos pobres.
Francisco comentou que a economia de mercado livre criou “uma tirania” que força as pessoas a tentarem sobreviver, muitas vezes de modo pouco digno. Esta tirania não tem qualquer objectivo humano, criticou, já que as pessoas têm valor determinado pela sua possibilidade de consumir.
Banco Vaticano quer mostrar mais transparência
O discurso foi feito numa altura em que o Banco Vaticano, que tem estado no centro de vários escândalos, anunciou que irá publicar o seu relatório anual pela primeira vez. O banco irá ainda contratar uma empresa de contabilidade externa para assegurar de que a instituição cumpre os critérios internacionais contra a lavagem de dinheiro.
O Instituto para as Obras Religiosas, nome oficial do Banco Vaticano, uma instituição privada com sede na Cidade do Vaticano, fundada em 1942 pelo Papa Pio XII, é considerado um dos bancos envoltos em maior segredo do mundo. O lançamento de um site e a publicação do relatório anual fazem parte de um esforço para aumentar a transparência da instituição, disse o novo Presidente Ernst Freyberg.

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