Um prisioneiro palestiniano de 64 anos, condenado a prisão perpétua, morreu esta terça-feira de cancro. Os palestinianos – a começar pelo líder da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas – não tardaram a culpar Israel.
A notícia da morte de Maisara Abu Hamdiyeh espalhou-se rapidamente e deu início a protestos entre os palestinianos detidos em várias prisões em Israel. Quatro estabelecimentos israelitas chamaram reforços para manter a segurança.
Segundo o diário israelita Jerusalem Post, seis guardas e três detidos tiveram de receber tratamento por inalação de gás lacrimogéneo. Houve ainda confrontos em Hebron, cidade natal do preso que morreu, com palestinianos a lançarem cocktails Molotov contra as forças israelitas presentes na cidade.
Mahmoud Abbas declarou que a responsabilidade da morte do detido, que no fim-de-semana tinha sido transferido para um hospital em Beer Sheva (Sul), era do Governo “intransigente e arrogante” de Benjamin Netanyahu.
As autoridades israelitas estariam a estudar uma possível libertação depois de lhe ter sido diagnosticada a doença, mas o processo estava ainda a decorrer.
Maisara Abu Hamdiyeh tinha sido condenado por tentativa de homicídio, pertença a uma organização ilegal (era membro do Hamas), e posse ilegal de armas de fogo.

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