Países da UE terão de acolher 30 mil migrantes até finais de 2017

Comissão Europeia pede intensificação na redistribuição dos requerentes de asilo

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Campo em Lesbos, na Grécia, pa+is onde no último mês se fizeram 1202 recolocações LOUISA GOULIAMAKI/AFP

Os membros da União Europeia terão de “intensificar os esforços” para ajudar a acolher cerca de 30 mil migrantes que estão actualmente na Grécia até finais de 2017, apelou a Comissão Europeia.

Um ano depois de ter entrado em vigor o plano de redistribuição dos migrantes, só 5651 pessoas partiram da Grécia (4455) e Itália (1196) para outros países da UE, segundo os números publicados esta quarta-feira pelo executivo europeu.

Em Setembro, registou-se um aumento das recolocações (fizeram-se 1202), sobretudo na Grécia, mas ainda assim o número continua muito distante do objectivo inicial: distribuir 160 mil requerentes de asilo em dois anos, adianta a AFP.

Portugal recebeu, até 27 de Setembro, 372 refugiados da Grécia (prometeu receber 1130) e 183 da Itália (prometeu receber 388).

“Com o aumento da capacidade do Serviço de Asilo Grego e se os Estados membros aumentarem os seus esforços, será possível distribuir os restantes candidatos à recolocação que estão actualmente na Grécia (cerca de 30 mil) durante o próximo ano”, lê-se no comunicado enviado pela Comissão.

Foram já atribuídos a projectos na Turquia 2239 milhões dos 3000 milhões de euros que está previsto canalizar para o país no período de 2016-2017, para melhorar as condições de vida dos refugiados da guerra na Síria e das comunidades que os recebem, ao abrigo do acordo assinado entre a União Europeia e Ancara, para impedir que continuem a chegar às fronteiras europeias em grande número, como aconteceu durante 2015, diz ainda o comunicado. No entanto, ainda só foram entregues à Turquia 467 milhões de euros desta soma.

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