Um dia após as eleições em que Nicolas Sarkozy foi derrotado pelo candidato socialista François Hollande nas presidenciais francesas, o pai de um dos soldados assassinados nos ataques de Toulouse apresentou queixa contra o ainda Presidente francês.
Albert Chennouf, pai de Aber Chennouf, um militar de 25 anos que foi assassinado em Março pelo extremista Mohamed Merah, acusa Sarkozy e o principal responsável dos serviços de informações franceses de não terem impedido a morte do filho.
Merah morreu durante uma operação policial, depois de se ter barricado num apartamento e confessado ser o autor dos ataques na região de Toulouse em que morreram, em dias diferentes, três militares franceses e quatro crianças e um professor de uma escola judaica. O caso abalou a França, o autor dos ataques tinha origem argelina e isso acabou por intensificar o debate sobre a questão da imigração durante a campanha eleitoral.
A acusação agora apresentada por Albert Chennouf refere-se a “não assistência a pessoa em perigo”, e segundo a procuradoria de Nimes, no Sudeste de França, deverá agora ser encaminhada para Paris.
“Apresentei queixa contra Nicolas Sarkozy e Bernard Squarcini [o responsável da Direcção Central de Investigação Interna] por não assistência a pessoa em perigo, considero-os responsáveis pela morte do meu filho”, defendeu Chennouf em declarações ao semanário Le Nouvel Observateur.

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