Padres anglicanos gay que vivam em união civil autorizados a ser bispos

Igreja de Inglaterra impõe como condição a absitinência sexual. Mulheres continuam a não poder ser candidatas ao episcopado.

A Igreja de Inglaterra é liderada pelo arcebispo de Cantuária, Rowan Williams BEN STANSALL/AFP

A Igreja Anglicana de Inglaterra anunciou esta sexta-feira que vai autorizar os padres homossexuais que vivam em união civil a serem ordenados bispos, sendo que para tal terão que se comprometer a praticar a abstinência sexual.

O colégio de bispos da Igreja de Inglaterra considerou, numa decisão tomada em meados de Dezembro mas só agora divulgada, que “os padres unidos no quadro das uniões civis [o casamento gay ainda não foi legalizado no Reino Unido] e que vivam de acordo com o ensinamento da Igreja sobre a sexualidade podem ser considerados como candidatos ao episcopado”, refere um comunicado da Igreja de Inglaterra.

O mesmo texto sublinha que os padres e os futuros bispos unidos no quadro de uma união civil devem praticar a abstinência sexual, regra que não se aplica aos padres e bispos heterossexuais que sejam casados.

“O colégio dos bispos considerou que seria injusto excluir do episcopado qualquer pessoa que viva em conformidade com o ensinamento da Igreja sobre a ética sexual”, explica o comunicado da Igreja de Inglaterra.

Esta decisão, que entra em vigor imediatamente, só diz respeito aos homens. Recorde-se que o sínodo da Igreja Anglicana rejeitou em Novembro um projecto de ordenação de mulheres bispo, provocando uma crise entre os anglicanos, que são cerca de 85 milhões em todo o mundo.

A Igreja Anglicana já autorizava os padres gay a serem ordenados bispos sob condição de serem celibatários e praticarem a abstinência sexual. Desde 2005 que autoriza homens e mulheres homossexuais que vivam em uniões civis a serem ordenados padres.
 
 

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