Obama apoia proibição de venda de armas de assalto

Casa Branca concorda com proposta de lei anunciada pela senadora Dianne Feinstein.

O Presidente dos EUA esteve com os familiares das vítimas em Newtown Mandel Ngan/AFP

O Presidente dos EUA, Barack Obama, fez saber que apoia a proposta de lei da senadora da Califórnia Dianne Feinstein, que defende a proibição da venda de armas de assalto.

As palavras não foram proferidas pelo próprio Presidente, mas o assessor de imprensa, Jay Carney, não poderia ter sido mais claro na conferência de terça-feira na Casa Branca: "Bem, ele [Obama] é um defensor, por exemplo, da intenção da senadora Feinstein de recuperar uma proposta de lei com vista ao restabelecimento da proibição das armas de assalto."

No domingo – em declarações no programa da estação de televisão NBC Meet the Press –, a senadora do Partido Democrata anunciou que irá propor uma lei com vista à "proibição da venda, da transferência, da importação e da posse [de armas de assalto]", salientando que essa proposta "não terá efeitos retroactivos". "O objcetivo desta lei é tirar as armas de guerra das ruas", disse a senadora.

Após ter afirmado que Barack Obama concorda com a proposta de lei da senadora Feinstein, o assessor Jay Carney foi confrontado com algumas perguntas sobre a alegada falta de firmeza da Casa Branca na questão do controlo de armas – "O Presidente sentiu que estava a ficar para trás nesta questão?", questionou a correspondente da CNN na Casa Branca, Brianna Keilar. Em resposta, o porta-voz disse que Obama "foi a Newtown no seu papel de Presidente, para se encontrar com os familiares das vítimas", e acusou a jornalista de "tentar transformar este assunto em teatro político".

O assessor de imprensa de Barack Obama deixou mais uma indicação de que algo irá mudar na lei norte-americana sobre o controlo de armas, na linha das declarações públicas do Presidente dos EUA desde o massacre na escola primária de Sandy Hook, na sexta-feira passada: "É evidente que, enquanto país, não fizemos o suficiente para dar resposta ao flagelo da violência com armas. É um problema complexo, que exige mais do que uma solução."

Em 1994, o Congresso dos EUA aprovou uma moratória de dez anos que baniu a produção de 18 tipos de armas semi-automáticas para uso por cidadãos, uma medida que não afectou a venda de armas fabricadas antes da entrada em vigor do documento. Em 2004, o Congresso decidiu não renovar a moratória, mas a senadora Diane Feinstein quer recuperar agora a base do texto para a sua proposta de lei.

O tema está na ordem do dia depois do tiroteio que matou 27 pessoas numa escola primária em Newtown, no estado de Connecticut. O assassino, de 20 anos, usou uma arma de assalto, entre outras, para abater 20 crianças e seis mulheres.

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