Novos colonatos significam “fim do processo de paz”, dizem palestinianos

Liderança palestiniana vai à ONU tentar travar planos de “expansão destruidora” do Governo de Netanyahu

O negociador palestiniano, Saeb Erakat, avisou esta quarta-feira que a realização de um controverso projecto de construção de mais habitações num colonato judaico perto de Jerusalém porá “fim ao processo de paz”

“Se Israel decidir começar a construção no sector E1 e avalizar as decisões de colonização, nós consideraremos que decidiu pôr fim ao processo de paz e à solução dos dois Estados”, palestiniano e israelita, vivendo lado a lado, disse Erakat à AFP, depois de ser conhecido que o plano de expansão dos colonatos tinha recebido luz verde de uma comissão do Ministério da Defesa israelita.

O projecto de novas construções no sector E1, que irá ligar o colonato de Ma'ale Adumim a bairros de colonos judaicos em Jerusalém Ocidental, foi apresentado à comissão de planificação do Ministério da Defesa, que lhe deu luz verde, mas um responsável israelita disse à AFP, sob anonimato, que “o acordo final deverá ser dado a nível político”.

Este projecto cortaria em duas partes a Cisjordânia e deixaria este território isolado de Jerusalém, comprometendo a viabilidade de um futuro Estado palestiniano.

A direcção palestiniana, que efectuou uma reunião na terça-feira à noite sob a liderança do Presidente Mahmoud Abbas, anunciou que vai, “a título de uma primeira medida, recorrer ao Conselho de Segurança da ONU em nome do Estado da Palestina, para pedir uma resolução que obrigue Israel a travar as suas decisões de expansão destruidoras e todas as formas de colonização.”

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou novas construções em diversos colonatos, incluindo no sector E1, como forma de sanção contra a atribuição à Palestina do estatuto de Estado observador nas Nações Unidas no dia 29 de Novembro.
 

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