Novos atentados no Iraque fazem pelo menos 14 mortes

Explosão de bombas artesanais e ataque suicida fazem temer regresso da violência sectária.

Pelo menos 14 pessoas morreram em novos atentados à bomba e ataques suicidas esta manhã no Iraque.

As explosões desta manhã na cidade de Kirkuk e num subúrbio da capital, Bagdad, acentuam os receios do deslizamento do país para a violência sectária e guerra civil – na véspera, mais de 70 pessoas morreram em ataques que tiveram como alvo a população xiita.

Três bombas de fabrico artesanal explodiram nas imediações de um mercado de gado em Kirkuk, uma cidade do Norte do país que é disputada pela maioria xiita no Governo e pelos curdos que governam autonomamente a região, onde se situam as principais reservas petrolíferas do Iraque.

O ataque matou pelo menos sete pessoas. Em declarações à Reuters, Mahmoud Jumaa, que perdeu um familiar nas explosões, dizia que o mercado era considerado como uma zona segura da cidade. “Ninguém imaginava que um lugar como este pudesse ser alvo, porque os animais não têm nada a ver com política, nem com etnias e religiões”, explicou.

Duas outras bombas, colocadas em veículos, explodiram numa área residencial de Tuz Khurmato, também na região disputada de Kirkuk, matando pelo menos três pessoas.

A Norte de Bagdad, um bombista suicida equipado com um colete de explosivos abriu caminho a um tiroteio no posto de controlo de Tarmiya, a 50 quilómetros da capital, confirmou a polícia. Três militares morreram imediatamente e sete foram transportados para o hospital em estado grave.

Mais de 200 pessoas morreram em ataques no Iraque na semana passada, e segundo a Organização das Nações Unidas, no mês de Abril registou-se o maior número de ataques mortíferos dos últimos cinco anos, com 712 vítimas.

Segundo os analistas de segurança, a violência sectária no Iraque estará a ser inflamada pela guerra civil na Síria, que opõe as forças governamentais controladas pela minoria alauita apoiada pelos xiitas e os rebeldes sunitas. O conflito ameaça estender-se à região: no Líbano, combatentes do Hezbollah estão a ser chamados para apoiar as tropas do Presidente sírio Bashar al-Assad, e no Iraque, os militantes sunitas – que terão ligações a células terroristas da Al-Qaeda – estão a encorajar uma revolta contra o Governo liderado pelo primeiro-ministro xiita Nouri al-Maliki.

Comentários

Comentar

Inicie sessão ou registe-se gratuitamente para assinar os comentários.

Caracteres restantes:

Nos Blogues