O primeiro-ministro israelita anunciou que as eleições legislativas de 2013 serão antecipadas em oito meses. Benjamin Netanyahu justificou a decisão com a dificuldade da coligação governamental em chegar a acordo quanto aos cortes no Orçamento do Estado para o próximo ano.
“Face a toda a agitação, de segurança e económica, é minha obrigação enquanto primeiro-ministro colocar o interesse nacional acima de tudo. Por isso decidi, pelo benefício de Israel, realizar eleições agora”, disse, numa conferência de imprensa na terça-feira à noite.
O chefe do Governo israelita explicou os benefícios que a decisão trará à economia israelita. “Para Israel, é preferível ter uma campanha tão curta quanto possível.”
Para vários analistas, o anúncio poderá servir outros propósitos, numa altura em que a popularidade de Netanyahu está em alta e tudo indica que a coligação que lidera sairá reforçada de umas legislativas antecipadas. “A sua futura coligação poderá ser mais poderosa do que a actual”, defendeu o analista Amit Segal, em declarações ao Canal 2 da televisão israelita.
As últimas sondagens divulgadas pela imprensa local apontam para isso mesmo. O Likud, partido de direita liderado pelo primeiro-ministro, surge com 28 a 32 dos 120 assentos parlamentares (actualmente tem 27).
A ex-jornalista e líder do Partido Trabalhista israelita, Shelly Yachimovich, sublinhou no Facebook que “os eleitores não devem esquecer que Netanyahu vai a eleições para que imediatamente depois das eleições possa aprovar um duro orçamento”, que “prejudicará a vida de todos, excepto dos que são muito ricos”.
Yachimovich é a grande rival de Netanyahu: as sondagens mais recentes apontam para que o partido possa mais do que duplicar o número de deputados para 19.
Com a antecipação das eleições, o novo primeiro-ministro – que ao que tudo indica será ele próprio – deverá tomar posse praticamente ao mesmo tempo que o próximo Presidente dos Estados Unidos.
O Parlamento deverá ser dissolvido nos próximos dias e será fixada uma data para as eleições, algures entre Janeiro e Fevereiro. Até lá, Netanyahu liderará um governo de transição, até à tomada de posse do novo Executivo.

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