Nelson Mandela ainda em estado grave mas estável

Orações e música à porta do hospital e da casa do herói dos sul-africanos.

Alunos de uma escola primária foram cantar pelas melhoras de Mandela à porta de sua casa Siphiwe Sibeko/Reuters

O quadro clínico do antigo Presidente da África do Sul, Nelson Mandela, continua a ser grave, mas a sua condição mantém-se estável, informou o Governo em comunicado.

Mais nenhum outro detalhe sobre o estado de saúde de Mandela foi avançado. O histórico líder anti-apartheid, de 94 anos, foi hospitalizado no sábado passado por causa de uma infecção pulmonar que já tinha obrigado ao seu internamento em Março.

De acordo com o comunicado distribuído pela presidência, os médicos estão a fazer tudo o que está ao seu alcance para manter Mandela confortável. “O Presidente Jacob Zuma tem total confiança na equipa médica que está a tratar Madiba”, dizia a nota, referindo-se ao antigo Presidente e Prémio Nobel da Paz pelo nome do seu clã, como é conhecido pelos sul-africanos.

Está é a quarta vez que Nelson Mandela é transferido para tratamento hospitalar por insuficiência respiratória desde Dezembro. Desta feita, existe uma sensação no país de que a situação é mais grave: os sul-africanos rezam pelas melhoras do seu ídolo ao mesmo tempo que se dizem preparados para a pior notícia.

A alimentar a percepção de que o caso é mais grave está o facto de toda a família Mandela ter desmarcado a sua agenda para permanecer ao seu lado no hospital. Até a sua ex-mulher Winnie Madikizela-Mandela passou pelo hospital, apesar da sua relação com Mandela ter azedado após o divórcio.

A polícia reforçou a segurança em torno do hospital de Pretória onde Nelson Mandela está internado, e para onde estão a convergir pessoas que desejam prestar homenagem ao homem que assegurou a transição pacífica para a democracia e a reconciliação nacional, após as primeiras eleições da era pós-apartheid, em 1994.

As manifestações de carinho também levaram muitos sul-africanos até à porta da sua casa de Joanesburgo. “Mandela é muito importante para mim porque lutou pelo país. Se não fosse por ele, eu nunca poderia frequentar uma escola com pessoas brancas”, explicava a jovem Lebogang Serite, de 12 anos, uma das muitas crianças que cantou palavras de melhoras ao antigo Presidente.

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