Na Argélia continuam desaparecidos dez japoneses e sete outros estrangeiros

Japão, Reino Unido e Estados Unidos mostraram-se críticos em relação ao modo como Argélia agiu em relação ao resgate dos reféns.

Desconhece-se a nacionalidade de sete desaparecidos AFP

Horas depois de concluído o ataque final das forças argelinas ao campo de gás natural de In Amenas no sul da Argélia, “dez japoneses e sete estrangeiros estão ainda desaparecidos”, declarou este domingo um representante da empresa JGC Corp que empregava 78 pessoas no campo e definiu a situação como “grave”.

“Tivemos confirmação de que 41 estão são e salvos, enquanto o paradeiro de outros dez japoneses e sete estrangeiros continua desconhecido”, afirmou o responsável citado pela AFP sem esclarecer a nacionalidade dos sete estrangeiros. “A acreditar nas informações do Governo [japonês] e do nosso escritório na Argélia, estamos perante uma situação grave.”

Desde o início da tentativa de resgate dos reféns pelas forças argelinas, o Japão tem sido extremamente crítico da opção escolhida tendo mesmo convocado o embaixador argelino em Tóquio para lhe transmitir a sua posição. Também o Reino Unido e os Estados Unidos criticaram, nos últimos dias, a forma como a Argélia geriu a situação. Entre os 23 reféns mortos pelos militantes radicais do grupo de Mokhtar Belmokhta estavam franceses, britânicos, romenos e americanos.

Nos quatro dias da crise de reféns, terão sido abatidos 32 militantes e libertados 685 funcionários argelinos e 107 estrangeiros. Estes são ainda dados provisórios, de acordo com as autoridades argelinas. Os contornos da operação continuam por esclarecer, refere a imprensa internacional.

Comentários

Os comentários a este artigo estão fechados. Saiba porquê.

Nos Blogues