Mohamed Merah foi sepultado nos arredores de Toulouse

Funeral de Merah foi uma cerimónia rápida, acompanhada pelas forças de segurança Eric Cabanis/AFP

Mohamed Merah, autor confesso dos ataques em Toulouse em que morreram sete pessoas, foi sepultado nesta quinta-feira nos arredores de Toulouse, após várias horas de impasse. Foi o momento que a Argélia recusou e a França quis ultrapassar depressa.

O pai de Mohamed Merah chegou a pedir que o filho fosse sepultado na Argélia, mas a Argélia recusou. A autarquia de Toulouse defendeu que a realização do funeral na cidade que foi cenário dos ataques era “inoportuna” e até anunciou um adiamento de 24 horas. Por fim, a cerimónia acabou mesmo por realizar-se nesta quinta-feira, como estava previsto.

Estiveram poucas pessoas, e durante poucos minutos. Mohamed Merah foi já sepultado no talhão muçulmano do cemitério de Cornebarrieu, nos arredores de Toulouse, perante cerca de quinze homens, a maioria jovens, que cobriram a sua urna de terra, contou a AFP. Enquanto isso, gendarmes garantiam a segurança do cemitério, sobrevoado por um helicóptero.

Com o funeral chegou ao fim um dia de impasse. Depois de a Argélia ter recusado a realização do funeral na terra natal do pai de Mohamed Merah, a aldeia argelina de Bezzaz, o Presidente francês Nicolas Sarkozy pediu que não se fizesse do funeral uma polémica. “Ele era francês, que seja enterrado e que não se faça uma polémica disso.”

O cemitério já estava fechado, ao final da tarde, mas foi aberto propositadamente para o funeral. Abdallah Zekri, presidente do Conselho Muçulmano de França, adiantou que as objecções foram ultrapassadas. “Houve negociações, mas chegámos a um acordo”, disse.

Merah tinha 23 anos, era francês, filho de pais argelinos, e foi morto na semana passada após um cerco policial a sua casa que durou mais do que 30 horas. Confessou ter ligações à Al-Qaeda e ser o autor dos ataques que ocorreram a 11, 15 e 19 de Março, os dois primeiros contra militares e o último na escola judaica onde foram mortas três crianças e um dos seus professores.

Comentários

Os comentários a este artigo estão fechados. Saiba porquê.

Nos Blogues