Militar americano condenado por urinar em cadáveres de taliban

Em Junho de 2011 o sargento Joseph Chamblin urinou com outros marines sobre dois combatentes inimigos mortos. As imagens foram parar ao YouTube.

Chamblin declarou-se culpado e fez um acordo pré-julgamento YouTube/Reuters

Um marine norte-americano foi despromovido e condenado a uma multa de 500 dólares por ter urinado em cima de dois combatentes taliban mortos. Na altura deixou-se fotografar.

O sargento Joseph Chamblin foi considerado culpado num tribunal marcial especial em Camp Lejeune, na Carolina do Norte, por abandono do seu dever e por não ter controlado os marines mais novos. Também é culpado por ter urinado sobre o cadáver de combatente inimigo.

Chamblin era acusado de negligência no dever por ter fracassado na supervisão de militares juniores: não garantiu que usavam o equipamento de protecção correcto, não informou os superiores sobre o disparo descuidado de um lança-granadas nem impediu os disparos indiscriminados de várias armas.

Chamblin renunciou ao direito a um juiz militar e declarou-se culpado das acusações que lhe eram feitas. Foi graças a um acordo pré-julgamento que conseguiu que a sentença fosse atenuada. A pena máxima era de 30 dias de prisão e multa de 2000 dólares (cerca de 1500 euros).

O incidente ocorreu durante uma operação contra rebeldes na província afegã de Helmand, em Julho de 2011. A história veio a público em Janeiro deste ano, quando um vídeo do episódio foi publicada no YouTube e noutros sites.

O vídeo mostrava quatro marines a urinar sobre três cadáveres inimigos. Um deles soltou até uma piada: “Tem um bom dia, companheiro.” O caso surgiu entre uma série de episódios envolvendo militares norte-americanos no Afeganistão. As autoridades afegãs consideraram ofensivos os comportamentos daqueles militares, que acabaram por ser identificados em menos de 24 horas.

Na altura, o Presidente afegão, Hamid Karzai, disse que se tratava de um acto “desumano” e o secretário da Defesa norte-americano, Leon Panetta, telefonou-lhe a responder que o que tinha acontecido era “deplorável”, tendo prometido uma investigação.

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