Já são mais de oito mil as crianças afectadas por um surto de gastroenterite, depois de terem comido em cantinas escolares em Berlim e no leste da Alemanha, indicaram este domingo as autoridades sanitárias.
O Instituto de Vigilância Sanitária Robert-Koch indicou que o número de casos subiu de quatro mil na sexta-feira, para 8365, tendo 23 crianças sido hospitalizadas. A maior parte sofre apenas de diarreias e vómitos breves.
“A causa da infecção não é clara ainda”, sublinhou o instituto em comunicado, referindo apenas que há “uma ligação entre o consumo de alimentos em escolas e creches”. Enquanto a situação não está resolvida, muitas escolas em causa optaram por fechar.
Na sexta-feira, um porta-voz do Ministério da Saúde informou que muitas cantinas escolares ou de creches são servidas por “um fornecedor comum”.
O nome da filial amemã do grupo francês de restauração colectiva Sodexo, que serve numerosas cantinas escolares, foi avançado por responsáveis políticos regionais, mas a empresa rejeitou qualquer responsabilidade.
"Menos de 5% das escolas que fornecemos foram afectadas", disse ao jornal alemão Spiegel o porta-voz da empresa, Stephan Dürholt.
Ao mesmo tempo surgem críticas de que o baixo preço das refeições escolares é sinónimo de pouca qualidade. Segundo alguns especialistas ouvidos por jornais alemães, não é possível que as crianças tenham uma boa refeição por cerca de 2,5€.

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