As notícias sobre atentados sucederam-se nas últimas semanas e as mais de mil mortes em 31 dias fizeram do mês de Maio o mais mortífero no Iraque desde 2008, de acordo com informações das Nações Unidas divulgadas neste sábado pela Reuters e AFP.
Notícias de explosões, execuções e bombas em vários pontos do país, mas sobretudo na capital Bagdad, voltaram a ser frequentes nas últimas semanas. O que fez lembrar a vaga de violência sectária que varreu o Iraque entre 2006 e 2008 quando mais de mil pessoas morriam todos os meses em atentados e confrontos entre sunitas e xiitas, frisa a AFP.
A agência fez as suas próprias contas com base em informações recolhidas junto de responsáveis médicos e militares no Iraque e chegou a um total de 615 mortes e 1550 feridos. A ONU contabilizou 1045 mortes e 2397 feridos em Maio.
A nova vaga de violência começou no início deste ano quando foi lançado um movimento de protesto contra o que os sunitas dizem ser a estigmatização de que são alvo nas forças de segurança e da defesa dominadas pelos xiitas.
Mas os problemas foram-se intensificando. Na última semana, houve uma tentativa falhada de assassínio do governador da província de Anbar, várias explosões e tiroteios em Mossul e uma série de atentados à bomba em Bagdad.
A violência é principalmente dirigida contra as forças de segurança e os xiitas, que constituem a maioria no Iraque de que faz parte o primeiro-ministro Nouri al-Maliki. Porém, nota a AFP, os recentes ataques a mesquitas sunitas reflectem o carácter religioso desta violência.
Com os dados da ONU, chegou também o aviso do representante especial da organização no Iraque: “A violência sistémica está pronta a explodir a qualquer momento se os líderes iraquianos não se comprometerem imediatamente a tirar o país desta destruição”, disse Martin Kobler, representante especial da ONU no Iraque, citado pela CNN.

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