Líder da oposição cabo-verdiana não se recandidata

Carlos Veiga, primeiro chefe de Governo após a introdução do multipartidarismo, em 1991, diz que é preciso uma "renovação do partido".

Chefe da oposição entende que a hora é de "renovação" Miguel Madeira

O líder do principal partido da oposição em Cabo Verde e ex- primeiro-ministro, Carlos Veiga, não se recandidata. “Não vou ser candidato à minha sucessão”, afirmou no domingo, num encontro com militantes do Movimento para a Democracia (MpD).

O antigo chefe do Governo e candidato presidencial disse, em declarações registadas pela RDP África, que é preciso uma “renovação do partido”. A próxima convenção do MpD realiza-se no início de 2013.

Os nomes mais citados pela imprensa cabo-verdiana como podendo concorrer à sucessão de Carlos Veiga são os do presidente do município da Cidade da Praia, Ulisses Correia e Silva, e os antigos líderes Agostinho Lopes e Jorge Santos.

Carlos Veiga, 63 anos, foi o primeiro chefe do Governo após a introdução do multipartidarismo em Cabo Verde, em 1991. Liderou o MpD e foi primeiro-ministro até 2000, quando deixou o executivo para se candidatar a Presidente da República.

Derrotado nas presidenciais de 2000 e de 2006 por Pedro Pires – candidato apoiado pelo Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) – voltou à liderança partidária em 2010.

Neste seu segundo consulado não conseguiu fazer regressar o MpD ao Governo. Nas eleições legislativas de Fevereiro de 2011, o partido foi derrotado, pela terceira vez consecutiva desde 2001, pelo PAICV, que conseguiu maioria absoluta.

Ainda assim, sob a liderança de Veiga, no ano passado, o principal partido da oposição conseguiu fazer eleger o seu candidato à Presidência, Jorge Carlos Fonseca. Já este ano, nas eleições autárquicas, o MpD ganhou 14 das 22 câmaras do arquipélago.

As próximas eleições legislativas em Cabo Verde estão previstas para 2016.

 

 

 

 

 

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