Justiça vai investigar infanta Cristina por delitos fiscais

Juiz investiga suspeitas de desvio de fundos públicos por parte do marido da infanta, Iñaki Urdangarín.

Cristina é a sétima na ordem de sucessão ao trono Daniel Aguilar/Reuters

O juiz do caso Nóos decidiu juntar ao processo as últimas declarações de impostos da infanta Cristina para investigar se a filha do rei de Espanha cometeu algum delito fiscal. José Castro é o instrutor deste caso, a investigação de corrupção que envolve o marido da infanta, Iñaki Urdangarín.

Na declaração enviada aos serviços fiscais espanhóis, o juiz pede ainda um relatório sobre as “contas correntes”, assim como “os bens mobiliários e imobiliários, os fundos de investimento, os activos financeiros e os depósitos” de que Cristina seja titular.

Urdangarín é suspeito de ter desviado seis milhões de euros de dinheiro público através do Instituto Nóos, uma organização sem fins lucrativos de que foi presidente entre 2004 e 2006 e cujo comité de direcção a infanta integrou.

O procurador anticorrupção das ilhas Baleares, onde corre o processo, já pedira que o juiz solicitasse um relatório à Agência Tributária, dependente do Ministério das Finanças, para determinar se havia suspeitas de branqueamento de capitais por parte da infanta.

Segundo os media espanhóis, esse relatório apontaria que Cristina não cometeu nenhum delito fiscal, mas o juiz decidiu abrir a investigação mesmo assim.

José Castro já quis ouvir a infanta em Abril, por considerar que ela conhecia as irregularidades de que o marido é acusado. A procuradoria discordou e a acusação foi suspensa.
 

Notícia modificada às 12h36: correcção do nome Urdangarín. 
 
 

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