O fundador da WikiLeaks, Julian Assange, desenvolveu uma infecção pulmonar crónica e precisa de cuidados médicos continuados na embaixada do Equador em Londres, onde está refugiado.
A revelação foi feita aos jornalistas pela embaixadora do Equador no Reino Unido em Quito, num encontro anual de diplomatas com o Presidente Rafael Correa. Ana Alban adiantou que a embaixada está a cobrir todas as despesas médicas de Assange e continua a tratar de lhe garantir uma passagem segura para fora do Reino Unido, que se recusa a dar-lhe asilo diplomático.
Sem dar mais detalhes sobre o fundador da WikiLeaks, disse apenas que o seu estado de saúde pode piorar, lembrando que vive há quase cinco meses confinado às instalações da embaixada.
Assange refugiou-se nas instalações da embaixada do Equador em Londres a 19 de Junho, depois ter sido indeferido pelo Supremo Tribunal do Reino Unido um derradeiro recurso jurídico destinado a impedir a sua extradição para a Suécia, para prestar depoimento no âmbito de um processo em que é acusado de crimes sexuais por duas mulheres.
Assange teme que as autoridades suecas acedam a um eventual pedido de extradição dos Estados Unidos, onde diz ser perseguido por motivos políticos após a publicação de milhares de documentos secretos do Pentágono e do Departamento de Estado no site da WikiLeaks. As autoridades americanas estão a investigar a fuga de informação, mas Assange não foi formalmente acusado de qualquer crime – os seus apoiantes especulam que poderá enfrentar a pena de morte se for acusado por conspiração e espionagem.

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