Julgamento de John Edwards anulado por falta de veredicto dos jurados

O ex-senador reconheceu ter "agido mal" mas não cometido qualquer acto criminal Sara D. Davis/AFP

O antigo senador e ex-candidato a vice-presidente dos Estados Unidos John Edwards saiu nesta quinta-feira em liberdade do julgamento em que respondia por uso ilícito de fundos de campanha, depois de os jurados terem conseguido chegar a acordo apenas num veredicto para uma das seis acusações – de receber donativos de campanha ilegais – em que foi declarado inocente.

Face ao impasse nas outras cinco acusações em que Edwards era julgado, o juiz decretou a anulação do julgamento, cabendo agora aos procuradores decidir se avançam para novo julgamento.

O processo, que durava há um mês, viveu estes últimos dias em caos, com os jurados bloqueados num impasse ao longo de nove dias de deliberações, incapazes de chegar a uma decisão com o exigido grau de unanimidade para o veredicto.

Edwards viu a sua carreira política chegar ao fim com um caso extra matrimonial e as acusações de que tentou esconder esta infidelidade com recurso a fundos de campanha.

Já à saída do tribunal o ex-governador democrata da Carolina do Norte agradeceu aos jurados e afirmou que apesar de acreditar que não cometera nenhum ilícito criminal tinha ainda assim “agido incorrectamente”. “Fiz muitas coisas erradas e não há mais ninguém se não eu próprio com responsabilidade pelos meus erros”.

Ao longo do julgamento foram conhecidos os dramáticos desenvolvimentos na vida privada de Edwards, de 58 anos, os conflitos e discussões com a mulher, Elizabeth – que estava a morrer de cancro – e os seus conselheiros, enquanto tentava manter em segredo a relação com a amante, Rielle Hunter, então grávida, ao mesmo tempo que se candidatava à nomeação presidencial democrata em 2008.

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