Duas sessões de julgamento e nem sequer foi ainda lida a acusação: o caso que já está a ser chamado "o processo do século" na Alemanha, o julgamento mais significativo desde o processo das brigadas Baader-Meinhof, em 1975, está a ser dominado por recursos.
Em causa está a acusação contra Beate Zschäpe, 38 anos, que será a única sobrevivente do grupo auto-intitulado Nacional-Socialista Clandestino (NSU), um trio que será responsável pela morte de dez pessoas — oito de origem turca, um imigrante grego, e uma agente da polícia, ao longo de mais de dez anos.
Como actuaram impunemente por toda a Alemanha sem serem descobertos e a polícia sempre desconfiou de acertos de contas ou da própria família das vítimas, o caso fez com que as autoridades fossem acusadas de nunca terem pensado seriamente que a motivação dos crimes poderia ser racista.
Os outros dois elementos morreram num aparente suicídio quando estavam prestes a ser apanhados, na sequência de um assalto falhado. Quatro outros acusados de terem ajudado os suspeitos estão também a ser julgados.

Comentar