Juiz espanhol confirma prisão de um suspeito de terrorismo e espera provas sobre outros dois

Suspeitos detidos pela polícia espanhola AFP

Um dos três homens detidos quarta-feira em Espanha, por suspeitas de ligações à Al-Qaeda, foi enviado para a prisão pelo juiz. Os outros dois permanecem sob detenção, à espera dos resultados de uma investigação mais aprofundada.

O suspeito que viu a prisão confirmada, na sexta-feira, é um turco acusado de apoio logístico à organização. A acusação de que pertence a um grupo terrorista foi, no entanto, rejeitada pelo magistrado.

A decisão sobre os outros suspeitos – tchetchenos, segundo a AFP, russos de acordo com o diário espanhol "El País" – foi adiada para domingo. O juiz, que, segundo fontes da agência, se referiu também a ambos como “membros da Al-Qaeda”, e “pessoas extremamente perigosas”, prolongou a detenção provisória por 48 horas para aguardar o resultado de novas diligências da polícia. Segundo o jornal "El País", o magistrado concluiu que, até ao momento, não existiam provas suficientes para os enviar para a prisão.

A decisão, de acordo com o jornal, assentará na dificuldade em traduzir em provas concretas as informações de serviços secretos em que a polícia baseia as acusações. As detenções serão fundamentadas em documentos fornecidos pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido, que presumivelmente associam um deles ao grupo armado paquistanês Tarik e Taliban e com um cidadão iraniano detido em Guantánamo.

Os suspeitos que aguardam a decisão judicial foram detidos quando viajavam de camioneta, na província de Ciudad Real, a sul de Madrid. O terceiro, apresentado como especialista de logística da organização, foi detido em La Línea de la Concepcion, perto de Gibraltar. Este último, engenheiro de uma empresa internacional e residente em Gibraltar há sete anos, com autorização de residência britânica, rejeita as acusações.

O suspeito turco é acusado de “posse de substâncias explosivas com objectivo terrorista”, segundo fonte judicial. O juiz não acompanhou o Ministério Público no pedido de acusação por “pertença a uma organização terrorista”.

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